Diferente de 90% do púbico, conheci “O Teatro Mágico” quando meu amigo Miguel mandou o link falando: “Rafa, vou ser tecladista dessa galera, música e poesia, um trabalho diferente!”.
Uns dois anos depois tomei um susto: O Teatro Mágico estava na globo sendo divulgado pelo sucesso absurdo dos shows em São Paulo. Uma banda independente, apostando na internet como veículo de divulgação.
Conversando com o Miguel vi o quanto o Teatro tinha crescido desde aquele papo, cheio de planos e projetos. Brinquei contando que tinha começado a me aventurar na fotografia e queria fazer umas fotos deles, caso viessem pra cá. E vieram! Foi uma participação no Festival Móveis Convida. Eram vários shows, como Canastra e Velhos Usados, o Teatro a penúltima atração e em seguida Móveis encerraria.
Lembro do Miguel falando comigo ali na beira do Palco, durante o show do Velhos e Usados: “Rafa, vc acha q vai ter mais público? tem pouca gente né?”…. e eu falei “Miguel, tem muita gente lá fora de cara pintada, esperando vocês! Acho que vai encher”. E realmente eu tinha visto centenas de pessoas com balões coloridos, cara pintada, nariz de palhaço …
Quando foi anuciado o Teatro Mágico, o Centro Universitário da Unb lotou, era possível escutar o refrão de “O Anjo mais velho” sendo enaltecido pelos fãs, fiquei realmente arrepiada. Pra mim era apenas a banda que um amigo era tecladista, e ali estava com milhares de fãs.
Fiz algumas fotos e percebi que a energia que um show move é realmente algo absurdo e nos faz trabalhar com um astral diferente.
As fotos desse show, em setembro de 2007, foram pro site do “O Teatro Mágico” e acabei recebendo elogios do Brasil inteiro. Pra mim era só uma brincadeira e fiz fotos como essa, do Anitelli:

Em outubro de 2008 eles voltaram a Brasília, pra um show no Espaço Brasil Telecom. Estranhei a falta do Miguel mas fiquei emocionada quando alguns fãs gritaram meu nome. A Liz, que hoje considero um amiga muito querida, me reconheceu das fotografias do show passado. Nesse dia acabei conhecendo uma turma muito bacana!
Das fotos no Espaço Brasil Telecom eu gostei bastante. Já tinha um pouco mais de tato pra fotografar palco e obtive resultados melhores.



Naquele dia senti que trabalhar com fotografia de palco era algo que me fazia muito bem. Uma vibração que me deixava com o olhar mais sensível, me fazia captar momentos com uma intuição absurda, não sei explicar. Até hoje pra mim, fotografar show é uma experiência particular.
Fiz questão de postar algumas fotos no orkut, pra retribuir o carinho dos fãs. E só naquela semana foram centenas de albuns com marcação pro meu perfil, fiquei boba com a repercussão das imagens.
E alguns dias depois recebi o convite da Fabiana, Agência Efettiva produções, para ir fotografar o show do Teatro em Uberlândia. Lembro que tinha torcido o tornozelo, seria loucura encarar, mas o carinho da Fabiana com o meu trabalho era tão grande, que não resisti. Chamei um amigo pra gente encarar a aventura e pegamos estrada. (Viagens de carro sempre são mais gostosas! Vento na cara, parada na estrada, é bom demais)
Nesse show em Uberlândia fiz amizades que tenho orgulho! O tecladista que entrou no lugar do Miguel, Kleber Saraiva além de músico é apaixonado por fotografia, se tornou um amigo pra muitas madrugadas de papo sobre música e fotografia. Também conheci a Daniela, de Cumari, a raruxa mais louca e querida que conheço! Fora a Fabiana e toda equipe da produção do show.
Para conferir mais fotos da Banda, visite a galeria “O Teatro Mágico” no meu Flickr.
Referências: O Teatro Mágico
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